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As cerimônias sempre estiveram presentes na história da humanidade, servindo na preparação de caminhos para uma nova fase ou para celebrar algum fato importante na vida em casal, família e sociedade em especial o casamento. Nessa seção, reunimos matérias sobre as mais diversas cerimônias: batizados, festas de debutantes, celebrações religiosas, e, obviamente, artigos sobre noivados, casamentos e bodas. Tudo enfim que possa ajudar o relacionamento do casal e principalmente da noiva, nessa fase de preparação do anúncio à sociedade e aos amigos de sua união e novo status social. |
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| TIPOS DE CERIMÔNIAS |
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Vamos falar um pouco sobre as cerimônias de casamentos de algumas religiões, como a Católica, Judaica, Islâmica, Evangélica, etc. e alguns significados de cada momento e tradição.
A cerimônia de casamento é um ritual que existe em praticamente todas as religiões e crenças.
Em geral, a intenção do casamento religioso é oficializar uma união perante a família, os amigos e a "igreja" - leia-se aqui: "união de fiéis" - de que se faz parte, pedindo a Deus (ou entidade espiritual maior da religião em questão) que abençoe o casal com felicidade, saúde e prosperidade.
Dentro dessa perspectiva, cada religião possui ritos próprios, todos repletos de simbolismo, significados e intenções, que envolvem o celebrante, os noivos, a família e os convidados presentes.
Quando os noivos possuem religiões diferentes, geralmente entram em acordo para escolher uma ou optam por uma cerimônia ecumênica.
Muitas vezes, esses cultos também dão abertura a personalizações que seguem a criatividade do casal até os limites dos dogmas, das condições financeiras ou do bom senso (quase sempre).
São cerimônias à fantasia, em locais inusitados ou com acréscimos, culturais, ideológicos, etc. |
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| CERIMÔNIA EVANGÉLICA |
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Para os evangélicos, o casamento não é um sacramento, mas a igreja o considera uma instituição divina, importante para formalizar a união diante da comunidade e para pedir a benção de Deus.
Quando um casal evangélico (popularmente conhecido como "protestante" ou "crente") resolve contrair matrimônio, surge a primeira pergunta: vamos casar só no civil ou precisamos de uma cerimônia religiosa para oficializar nosso casamento?
Para os evangélicos, o casamento não é um sacramento (fase obrigatória da vida do cristão), mas a igreja considera o casamento uma "instituição divina", importante para formalizar a união diante da comunidade e, principalmente, para pedir a benção de Deus para os noivos.
É por isso que hoje observamos um crescimento acentuado de casamentos declarados evangélicos. Segundo uma enquete realizada pelo Guia de Casamento em 2007, quase a metade das noivas no Brasil optaram por uma cerimônia de casamento evangélica.
Diferente do casamento católico, no casamento evangélico não há juramento, e sim um compromisso de amor, fidelidade e respeito mútuo. Mas as diferenças não param por ai: a cerimônia evangélica é mais informal geralmente destituída de ritos tradicionais.
Normalmente, são previstos apenas uma madrinha e um padrinho, que têm funções específicas. A ela cabe segurar o buquê da noiva, a ele, passar as alianças na hora da benção. Os pais dos noivos não costumam ficar no altar junto com os noivos.
Devem sentar-se nos primeiros bancos, lado a lado, logo atrás da noiva e do noivo. O pai da noiva, depois de entregar a filha no altar, junta-se a eles.
Os noivos costumam ter uma conversa prévia com o pastor ou celebrante para se conhecerem melhor e para definirem as características do evento. Além do compromisso firmado, os noivos costumam prestar homenagens recíprocas, cantando músicas ou contanto seu testemunho de vida e a história do casal.
Pode ser realizada também uma ceia especial - comunhão - onde noivos e convidados comem pão e tomam vinho (ou suco de uva) junto com os convidados. O celebrante faz uma preleção espontânea, onde costuma falar do casal, da importância da família e da presença de Deus em todos os aspectos da vida.
Em seguida é feita uma oração em que se pede a benção de Deus na vida da nova família. Pode ser combinado também o testemunho de parentes ou amigos do casal, assim como orações improvisadas ou do "Pai Nosso", que tem poucas diferenças do que é rezado pelos católicos.
Hoje em dia, muitas cerimônias evangélicas de casamento têm incorporado elementos tradicionais do cerimonial de outras religiões, como o católico e o judaico e outros novos, do chamado "Movimento Gospel", como o cortejo da noiva, louvores com dança, etc. |
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| CERIMÔNIA BUDISTA |
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O matrimônio, na religião budista, é ministrado pelo abade no templo. Como estamos no Brasil, a cerimônia pode sofrer algumas variações, ocidentalizou-se um pouco, sem perder sua essência.
Considerado um sacramento, o matrimônio, na religião budista, é ministrado pelo abade ou (oficiante) no templo. Como estamos no Brasil, a cerimônia pode sofrer algumas variações, "ocidentalizou-se" um pouco, sem perder sua essência, inclusive é permitido o uso do tradicional vestido de noiva. Não é recomendável trajes da cor preta para noivos e padrinhos.
No altar onde se encontra a figura de Buda, só é permitida a presença do noivo, que fica ao lado esquerdo e a noiva , à direita , e dois (ou mais) padrinhos como testemunhas, permanecem atrás do casal ou de cada lado do altar, nunca atrás de Buda.
Os noivos entram e caminham juntos até o altar, seguidos pelos padrinhos, que têm a função de orientar e aconselhar os recém-casados durante a vida. Vários toques anunciam o início da cerimônia. Nos toques, todos fazem reverências a Buda.
No altar ficam dispostos um vaso e um candelabro vazio. Os noivos deixam antecipadamente as flores (de preferência um maço de flores alegres, sem espinhos), e a vela vermelha sobre o altar.
Ao chegar ao altar, a noiva faz a oferta da flor, e o noivo, por sua vez, oferta a vela acesa e assim inicia-se a cerimônia. "As ofertas são para evocar Buda e seus ancestrais para que eles abençoem os noivos.
No altar também fica uma caixinha de incenso em pó, levado pela oficiante e aceso pelos noivos para evocar os seres iluminados".
A batida do sino anuncia a leitura do sutra (poemas que contam a passagem do Buda pela terra) e, neste momento os convidados que estão participando da cerimônia religiosa juntam as mãos, inclusive os padrinhos. Este gesto quer mostrar que o ato do juntar as mãos significaria a pessoa colocando sua mão junto à mão do Buda.
Um dos rituais mais significantes dessa cerimônia é o san-san-kudo ou três-nove em português, que é mantido em um bule. A bebida é servida em 3 xícaras, na maioria das vezes saquê, e cada um dos noivos têm de beber de cada uma das 3 xícaras, segurando-as com as duas mãos.
A oficiante derrama um pouco de saquê na primeira xícara e a oferece à noiva, que toma seu conteúdo; em seguida, a mesma xícara é oferecida ao noivo e assim por diante, até os dois tomarem 3 goles da mesma xícara, passando para a xícara seguinte (mais 3 goles) e depois para a última xícara, completando 9 goles cada um. Este ritual remete às três jóias na religião: Buda, aquele que está desperto; Dharma, o caminho da compreensão e do amor, e Sangha, a comunidade que vive em consciência e harmonia.
Para cada tacinha, um significado:
1- O Pinheiro, que permanece sempre verde em todas as estações. É a juventude, a força, a vida.
2- O Bambu, que é flexível. Ele se dobra, mas não se quebra.
3- A Flor da Ameixeira, porque é a primeira flor a desabrochar. Abre mesmo quando ainda há neve. Representa a beleza e a coragem.
A etapa seguinte são os votos, elaborados com antecedência pelos próprios noivos e lidos pelos dois, em conjunto, na cerimônia. Em seguida, os noivos e padrinhos assinam o livro da oficiante e esta abençoa as alianças. Os noivos colocam as alianças.
Outro momento importante é quando o oficiante entrega os rosários de 108 contas aos noivos e os coloca na mão esquerda de cada um. São 108 portais para a iluminação. Cada obstáculo é um portal a ser superado.
No final da celebração, todos os presentes fazem um minuto de silêncio e mentalizam a harmonia e felicidade dos noivos. |
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| CERIMÔNIA ORTODOXA |
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No ritual do casamento ortodoxo, os padres usam paramentos e trajes bizantinos. A cerimônia apresenta riqueza no ritual. A igreja ortodoxa foi fundada na era do patriarca Alexandre III e de seu vigário Arquimandrita Isaias Abbud em MCMXXXIV, e consagrada pelo patriarca Elias IV e o metropolita Ignátios Ferzli em MCMLXXVII.
A cerimônia do casamento é cantada e realizada por cinco padres em três idiomas: português, árabe e grego. O padre celebrante abençoa o casal e as alianças e, após fazer com as alianças o sinal da cruz sobre o casal, coloca-as em suas mãos que sejam estão unidas.
A oração nesse momento pede a Deus que os una “num mesmo coração”, pois por si mesmos, os recém-casados são incompletos. Juntos é que eles se tornam perfeitos. A coroação é o ponto máximo da cerimônia e é conhecida como o Rito da Coroação.
As coroas são símbolos de glória e honra, com as quais Deus coroa o casal durante o sacramento. O noivo e a noiva são coroados como rei e a rainha em seu próprio e pequeno reino: a casa que eles governarão com sabedoria, justiça e inteligência.
No decorrer da coroação, o sacerdote pega as coroas e as suspende sobre os noivos e diz: “Ó Senhor, nosso Deus, com Glória e Honra coroa-os”.
Alguns interpretam ou relacionam as coroas usadas nas cerimônias ortodoxas de casamento como as coroas de martírio, uma vez que o verdadeiro matrimônio envolve imensurável sacrifício pessoal de ambas as partes.
São lidos a Epístola e o Evangelho descreve o casamento em Canaã da Galiléia, o qual teve a presença e a benção de Cristo e para o qual ele reservou seu primeiro milagre. Lá, ele transformou a água em vinho e deu para os recém-casados. Em lembrança dessa graça é dado vinho ao casal.
Isso é a “comunhão” da vida marcando a participação mútua na alegria e na dor.
O beber do vinho da comunhão serve para o casal gravar que a partir daquele momento eles compartilharão tudo em suas vidas. Suas alegrias serão somadas e suas tristezas divididas, pois estarão unidos.
A procissão – o sacerdote conduz o casal em três voltas ao redor do analói: mesa na qual estão colocados o Evangelho – que contém a palavra de Deus – e a Cruz – símbolo da nossa redenção.
A Igreja, na pessoa do sacerdote, os conduz pelo caminho em que devem andar, simbolizado pelo círculo do centro do qual está o Santo Evangelho, uma perfeita órbita ao redor do centro da vida cristã, Jesus Cristo e seus ensinamentos.
São três voltas que honram e glorificam a Santíssima Trindade. O Deus Tri-Uno, no sentido anti-horário, por ser Ele eterno, para que sua eternidade encontre reflexo na união dos esposos. |
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| CERIMÔNIA INDÍGENA |
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O rapaz não se casa logo. A moça sim. Geralmente vive com um marido desde o início da puberdade. Até o nascimento do primeiro filho, o casamento é bastante instável.
O rito do casamento indígena pode ser combinado quando os noivos ainda são crianças (akhrairé e mekpriré). A iniciativa parte dos parentes da menina. Nessa ocasião, um paparuto é levado do grupo doméstico da noiva para o noivo.
Tal paparuto é retribuído com um outro pouco tempo depois. A partir de então, todas as vezes que se realiza o rito de Yótyõpi, os grupos domésticos dos noivos (ikajuaré) trocam paparutos entre si.
Essa troca de paparutos se faz no rito do Yótyõpi, mesmo depois que os noivos passam a viver juntos, e só cessa quando nasce o primeiro filho. Isso é o que deve ser feito.
Há um rito ligado ao casamento, hoje desaparecido; quando os noivos estavam aptos para coabitar, o noivo era levado pelos habitantes da aldeia – que entoavam um cântico que fazia referência ao jabuti – à casa da noiva; esta o esperava deitada numa esteira do lado de fora da casa.
O rapaz se deitava ao lado dela, estendia o braço esquerdo, onde ela descansava a cabeça; e o rapaz passava-lhe o braço direito por cima.
O “padre” dava então conselhos ao casal, lembrando-llhes as obrigações e os aconselhava a não se separarem, pois aqueles que muito se separam perdem a confiançae acabam por não se casarem mais.
Esse rito atualmente não mais se realiza. Atualmente, o noivo simplesmente oassa a morar com a noiva quando esta é considerada apta para as relaçõe sexuais. |
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| CERIMÔNIA TRIBAL (NIGÉRIA) |
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A noiva veste uma saia de ráfia ou de tecido africano. O busto fica à mostra. Na cabeça, sobre o penteado alto, leva o Ade (coroa) de búsizos, formando desenhos e cordões descendo pelo corpo.
Outras etnias usam o Ade confeccionado com penas de pássaros. O noivo, também com o peito nu, usa Sokoto (calça estilo bombacho), adornada com búzios, junto ao tornozelo e os pés descalços.
Nos antebraços ele carrega senzalas (braceletes) de ráfia africana trançadas com búzios e, no pescoço, colares a gosto. Aparentemente a noiva não usa maquiagem. A celebração do casamento é feita pelo sumo-sacerdote.
O noivo entra no recinto sagrado, onde todos os presentes permanecem de pé, trazendo uma pomba (fêmea) branca.
A noiva entra com um pombo (macho) branco. Eles os entregam nas mãos do sumo-sacerdote juntamente com as ervas sagradas, incensos e bálsamos para serem purificados.
Através dos pombos e orações invoca-se um Orixá (Deus) da união e da prosperidade, representando o destino do casal. O pombo é colocado na cabeça da noiva e a pomba, na cabeça do noivo. Em seguida se invoca o Orixá da Água, da Terra, do Fogo e do Ar.
Os pombos, quando soltos, deverão seguir num mesmo rumo para a felicidade do casal. Não é de bom agouro eles se separarem, tomando rumos diferentes. Invocados esses elementos, o sumo-sacerdote escolhe o ponto crucial para o destino da celebração.
O sumo-sacerdote joga o Obi (fruto sagrado africano) para ver o destino do casal. De acordo com o destino, apurado pela revelação do jogo do Obi, as frutas são colocadas sobre a Eni (esteira) pelos auxiliares do sacerdote. Essas frutas estarão sobre várias outras Eni, estendidas ou não próximas ao local da cerimônia.
O sacerdote serve aos noivos e estes dividem as frutas entre si. Uma fruta inteira é colocada na boca da noiva e em seguida o noivo morde essa fruta e a retira, com sua própria boca, da boca da noiva. Posteriormente, as frutas não escolhidas para a união do casal serão servidas aos convidados.
As mulheres auxiliares servirão às convidadas e os homens auxiliares, aos convidados.
Enquanto os noivos comem as frutas, os pombos permanecem em suas cabeças e a cerimônia continua. Em seguida, o sacerdote pega os pombos, entrelaça seus bicos unindo-os e diz: “como vocês, eles serão sempre felizes”. Asperge água lustral nos pombos e os entrega para seus auxiliares.
A noiva bebe um gole de água do vaso e passa para o noivo também beber. Invocando os anjos da guarda dos noivos, o sacerdote pergunta se os anjos aceitam sua união.
Se a resposta for afirmativa, o sacerdote asperge nos noivos da mesma água utilizada nos pombos.
Em seguida são feitas o Beré (duas incisões em cada pulso dos noivos) unindo seus sangues (pacto de sangue). O sacerdote estanca as incisões com frutas maceradas pela sua própria boca.
Consumado o ato, o sacerdote solta os pombos no próprio local da cerimônia, onde devem permanecer por vinte e um dias para o acasalamento. Finaliza-se a cerimônia.
O ritual poderá ou não ser acompanhado do som dos instrumentos de percussão afro (atabaques), rum, rurupé e lê. A decoração é feita com os próprios arvoredos e com folhagens e flores nativas.
As frutas são colocadas nas Alguidaés (tachos de barro), panelas de barro, gamelas de madeira, balaios e cestas de palha. A comida é servida e as pessoas assentam-se em tocos ou toras de madeiras para comer.
Na alimentação são apresentados todos os tipos de carnes (caça selvagem, peixes assados), batatas, inhames e abóboras. A bebida típica, chamada Imum, é extraída das palmeiras.
As virgens, de 13 e 14 anos, destacam-se e apresentam-se igualmente seminuas, com grinaldas (tiaras) de avencas e flores nativas na cabeça. |
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| CERIMÔNIA JUDAICA |
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No judaísmo, segundo a lei bíblica, o casamento é obrigatório, sendo o celibato proibido. A união do casal é fundamental. Começa pelo noivado, que tem a duração de três anos, e o matrimônio, depois de marcado, não pode ser desmarcado.
No ritual do casamento judaico, duas taças de vinho são abençoadas: uma simboliza a alegria e a outra a tristeza. Bebendo juntos, os noivos demonstam que estarão juntos nesses dois momentos.
É montada uma tenda, conhecida como chupah (uma espécie de tenda cerimonial que representa o primeiro lar dos noivos). São quatro hastes sustentando uma faixa de tecido, ou o talit, xale de oração que simboliza o novo lar.
Um cantor, o chazan dá as boas-vindas ao futuro casal com canções tradicionais em hebraico. A aparência despojada mostra que o casal terá de construir o novo lar com solidez interior. Dá-se preferência à realização do matrimônio ao ar livre, em contato com a natureza.
Os noivos se vestem com túnicas brancas que representam a pureza. No dia do casamento, os noivos fazem jejum para pedir perdão pelos pecados cometidos e receber uma vida nova.
Antes do rito, a noiva dá sete voltas ao redor do noivo, fazendo referência a um versículo messiânico que diz que a esposa deve “cercar” o marido. O rabino realiza o casamento e lê o contrato nupcial em aramaico, chamado ketubah, no qual estão contidas as obrigações do casal no casamento.
Esse contrato nupcial é vigente há mais de dois mil anos. Em seguida os noivos trocam as alianças, o que significa que estão se aceitando mutuamente.
O rabino faz a recitação de sete bênçãos e abençoa o casal. O número sete é cabalístico e muito importante para os judeus. No final da cerimônia, o noivo quebra com o pé um copo de vidro para afastar os maus espíritos.
Em ocasiões especiais, os judeus repetem esse ato com o objetivo de não esquecerem o sofrimento do seu povo através dos séculos. “Para os judeus, o casamento é um juramento, uma santificação. É a representação da tolerância e da compreensão”. |
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| CERIMÔNIA ECUMÊNICA |
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Quando os noivos pertencem a religiões diferentes, sempre surge a dúvida sobre como e onde será realizado o casamento. Nesse caso a dica é conversar com o responsável pela cerimônia em cada uma das crenças para chegar a um acordo sobre uma celebração ecumênica na qual os dois possam receber as bênçãos das suas respectivas religiões juntas.
A Igreja Católica – assim como a protestante, que se baseia no Cristianismo – tem autorização para celebrar a união de casais de diferentes crenças em qualquer um dos templos, bastando para isso entrar em acordo com o outro celebrante.
O mesmo acontece com as religiões afro-brasileiras, já que as bênçãos dos orixás se estendem ao cônjuge que não segue a doutrina. Na religião judaica, os casamentos ecumênicos também são permitidos, mas a tradição indica a conversão como o melhor caminho.
Já no Islamismo, apenas os homens têm permissão para realizar o casamento com mulheres de diferentes religiões e, mesmo assim, somente com as que pertençam às crenças que têm a Bíblia como livro de referência – as outras são desconsideradas.
O local mais adequado para a celebração do matrimônio pode ser um dos templos – nesse caso, o celebrante anfitrião faz um convite amistoso ao visitante – ou mesmo um “campo neutro”, como em um buffet, no qual os dois possam celebrar com a mesma liberdade.
É conveniente alertar os convidados sobre o ecumenismo da cerimônia – o aviso pode vir já no convite, distribuído anteriormente. Como eles não estarão envolvidos diretamente na bênção, não precisam se preocupar com os rituais da crença que não conhecem, bastando manter o bom senso e um comportamento normal durante o rito. “Os noivos, sim, precisam estudar um pouco da crença do parceiro, para se comportar adequadamente durante a celebração”.
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| CASAMENTO AO AR LIVRE |
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Fugir do tradicionalismo das cerimônias em templos religiosos virou uma demanda crescente e acolhida por várias empresas de eventos. Além da paisagem, o casamento ao ar livre permite ideias criativas que não caberiam no espaço fechado de uma igreja, como a chegada da noiva em lancha, charrete e à cavalo.
Entretanto, um empecilho do casório em locais abertos é a dificuldade em conseguir a presença de um representante de religiões como a católica apostólica romana. A celebração do casamento fora da igreja é proibida, o que leva muitas promotoras de evento a optar por representantes do catolicismo ortodoxo, que permite o ritual e exige menos burocracia.
A união da praia é um costume trazido dos Estados Unidos que tem se popularizado no Brasil.
Prefira promover a cerimônia em praias pouco movimentadas e com a presença de um espaço que ofereça infraestrutura para a realização da festa. Cobertura, importante em caso de chuva, piso e energia elétrica são pontos averiguados com antecedência em visitas técnicas.
Para facilitar a passagem de noivos e padrinhos, pode ser construído um tablado no corredor e no altar. O ambiente praiano flexibiliza os trajes de noivos e convidados. Para pisar na areia sem desconforto, são sugeridos pés descalços ou uso de saltos grossos e sandálias rasteiras.
O vestido da noiva dispensa brilhos excessivos e pede um quê mais rústico, com rendas e detalhes florais. O noivo pode vestir roupas claras e até batas indianas. O cardápio segue a mesma linha com risoto de frutos do mar, peixe assado e frutas variadas.
As lembrancinhas também participam do conceito. Caixinhas de chocolate em formatos de estrelas e conchas do mar, leques de madeira que podem ser usados durante a cerimônia, cangas de praia e pequenas canoas de madeira com as iniciais do casal e os tradicionais bem-casados embalados em folhas de bananeira ou amarrados com ráfia ou tecido de chita.
Para os convites, propõe um mapa do tesouro colocado dentro de uma garrafinha e a confecção com papéis reciclados, com motivos marinhos e tropicais.
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| CASAMENTO NO CAMPO |
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Os noivos que preferem um ar campestre também têm vez e precisam atentar aos mesmos detalhes da logística do casamento na praia. A cerimônia pode ser realizada em um sítio ou fazenda da família, mas segundo assessores de eventos experiente no ramo, recomenda a escolha de espaços próprios para a ocasião. "Gasta-se menos em infraestrutura.
No caso de propriedades o gasto é alto, pois é necessário levar todos os equipamentos e montar uma infraestrutura, muitas vezes até de banheiros", ressaltam.
Pela possibilidade de ocorrer um imprevisto insolúvel, opta por espaços nos arredores da cidade, onde seria mais fácil tomar alguma providência. Para o transporte dos convidados, muitas noivas contratam vans ou acordam com o hotel um preço especial para recebê-los.
Como em todo casamento ao ar livre, o período diurno é o mais apropriado para que a paisagem seja contemplada. Um brunch com vários pratos de café da manhã são adequados para um casamento até meio-dia.
Após esse horário, é almoço. "Churrasco é possível, tem tudo a ver com o campo, mas é bom que esteja no convite, assim como feijoada", pois são comidas pesadas para uma viagem de volta.
No jantar, sugere- se um prato mais forte com carnes e massas, sem esquecer da simplicidade do campo. Além disso, um quitute leve de saideira para forrar o estômago de quem bebeu demais. "Devemos pensar em pouca bebida, limitar um horário a partir do qual só será servido suco e refrigerante para as pessoas pegarem estrada".
O cenário dispensa uma decoração elaborada, explorando materiais naturais como rattan, algodão, linho e chita. Se o casamento for durante o dia, use uma maquiagem leve e, em casamentos até as 13h, o uso de chapéus.
Para as lembrancinhas, guloseimas do campo como goiabada, doce de leite, doce de abóbora ou um vidro de geleia caseira.
Também são bem-vindos mudas de flores e plantas; pacotinhos de sementes de flores com pazinha e instruções para plantar.
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| CASAMENTO NAS DIVERSAS CULTURAS |
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Conhecer as diversidades culturais e seu significado é um passo para a compreensão das diferenças entre os povos.
A convenção do casamento é seguida por ritos, símbolos e cerimônias especiais em cada cultura e crença de acordo com cada religião.
Através dos séculos, a instituição do casamento tem mudado, e o mundo moderno transformou o casamento em um símbolo de amor e romantismo. Porém, na história antiga, esse mesmo ato era constituído de caráter mais patrimonial do que de sentimental.
Muitas sociedades antigas precisavam de um ambiente seguro para a perpetuação das espécies, um sistema com regras para tratar e garantir os direitos de propriedade e a linha de ancestralidade.
A instituição do casamento tratou dessas necessidades, um exemplo disso é a lei dos antigos hebreus, pois exigia que um homem desposasse a viúva do irmão falecido. Dessa forma, a hereditariedade estaria preservada.
Os casais, muitas vezes, só se conheciam no dia do casamento, após seus superiores ou pais terem escolhido seus pares. Atualmente isso ainda acontece em algumas culturas. |
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| CERIMÔNIA CATÓLICA |
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É o mais comum no Brasil, um dos maiores países católicos do mundo. Para que seja realizada a cerimônia, alguns documentos são requeridos pela igreja, tais como: cópia da certidão de batismo atualizada de ambos, carteira de identidade, certidão de habilitação fornecida pelo cartório de registro civil, certificado de frequência do curso de noivos ou mesmo o recibo de pagamento.
O casal deve ser solteiro ou viúvo. O catolicismo não aprova o divórcio, então divorciados não podem se casar na Igreja católica.
O casamento católico dispensa a assinatura do contrato perante o conservador do Registo Civil, ou seja, não é necessário casar duas vezes, o que ainda não acontece com outras confissões religiosas.
De qualquer modo, quem pretenda casar pela igreja católica tem também de respeitar alguns procedimentos. Três meses antes da cerimónia, os noivos deverão iniciar o Processo de Matrimónio numa Conservatória de Registo Civil, tal como acontece para aqueles que pretendem apenas um casamento civil.
Neste caso, uma vez terminado o processo de publicações, é emitido pela Conservatória um documento que autoriza o casamento e que deve ser apresentado ao pároco ou ao respectivo ministro do culto.
Algumas igrejas facilitam estes procedimentos burocráticos, tratando elas do processo civil junto das conservatórias.
Perante a Igreja, o primeiro passo a dar para quem pretende um casamento católico é falar com o padre da sua paróquia e com o sacerdote da igreja escolhida para a cerimónia, se for outra que não a(s) da área de residência dos noivos.
O casamento católico pressupõe o baptismo de ambos os intervenientes, por isso, é normal que o pároco que vai realizar a cerimónia indague os noivos acerca do assunto e que exija um comprovativo do sacramento.
Esse comprovativo pode ser obtido na igreja em que decorreu o baptismo. De salientar que um padre pode recusar a celebração de um casamento se considerar que o casal em questão não corresponde aos ideais da igreja católica.
Não existindo impedimentos, os noivos serão convidados a frequentar as sessões de um Centro de Preparação para o Matrimónio (CPM). Os CPM são espaços de reflexão onde, mediante a moderação de um padre, casais de noivos discutem, a sós ou em grupo, os diversos aspectos do quotidiano conjugal com casais mais experientes.
A cerimónia religiosa pode incluir uma missa completa ou consistir na estrita celebração do matrimónio sem comunhão.
Sobre este assunto convém não tomar algumas decisões sem falar antes com o sacerdote que vai presidir à celebração do matrimónio, a quem os noivos devem pedir indicações sobre o guião, textos bíblicos ou gestos simbólicos.
Aspectos como a animação musical ou a ornamentação da igreja devem também ser discutidos com o padre. Isto porque, normalmente, as igrejas têm pessoas responsáveis por estas funções, que devem ser informadas antes que sejam assumidos quaisquer compromissos externos.
Após a celebração católica, o padre envia um comunicado do casamento à Conservatória do Registo Civil que fica averbado às certidões de nascimento. |
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| CASAMENTO GREGO |
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Para os gregos o casamento é um Sacramento. Começa fora da igreja e é de responsabilidade do padrinho e do sacerdote, que repete três vezes uma benção, que significa a tríade, o Pai, Filho e Espírito Santo. Depois, continua com os noivos entrando na igreja, onde eles acendem velas e as seguram durante toda a cerimônia.
O casamento é coroado, com duas coroas feitas de folhas, flores, tecidos ou qualquer outro material de escolha dos noivos. Elas ficam, sobre uma tábua com amêndoas, esperando os noivos, atadas por uma fita. Quando oferecidas aos noivos, elas são colocadas em suas cabeças e trocadas três vezes.
No final as amêndoas, que enfeitavam a tábua são oferecidas as mulheres solteiras. Os noivos partilham um copo de vinho que simboliza que compartilharão tudo na vida.
O sacerdote continua com suas leituras. Então, segura os braços dos noivos e os conduz a darem três voltas na plataforma da igreja, tornando-o assim marido e mulher.
A festa é uma cerimônia com muita comida, música e dança. Em uma das danças, formam dois círculos em volta da noiva, para atirarem dinheiro e quebrarem pratos para dar sorte.
A noiva grega carrega um torrão de açúcar, na sua luva, para ter uma vida doce.
As amêndoas são muito importantes na cultura grega e são dadas aos convidados, no final da festa. É tradição dar o bombom Yara, doce de amêndoas cobertas com chocolate branco.
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| CASAMENTO HINDU |
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A religião hindu dá grande importância ao casamento, pois considera-se que a vida em família é o estado natural dos seres humanos, e onde temos mais chance de sermos felizes e realizar as nossas mais altas aspirações.
Isso acontece porque, assim como os seres vivos dependem do ar para respirar, da mesma forma a sociedade depende das famílias para existir.
Um casamento indiano pode variar muito conforme costume e etnia de cada região da Índia, mas de maneira geral, costumam durar dias e as noivas são sempre uma atração à parte.
Aplicações de tatuagens e pinturas feitas de henna são usadas nas mãos das noivas e das convidadas servem de enfeite e promovem um efeito refrescante que ajudam nos dias de muito calor.
inicia-se com um ritual chamado vagdanam, que significa entrega da palavra. Depois passa-se à invocação da felicidade, ou seja vivaha. Este é o mais importante dos rituais hindus.
Há vários encontros, trocas de presentes e brincadeiras entre todos. São utilizadas muitas cores como, vermelho, rosa e amarelo "cores da felicidade".
Quando a noiva usa uma vestimenta típica, o sari, com detalhes em ouro, ela quer representar a fertilidade, alegria e a prosperidade no novo lar.
Tradicionalmente, a cerimônia começa com a troca da guirlanda de flores entre os noivos. Depois, o ritual mais importante: a promessa dos noivos feita em frente ao fogo.
Na presença dos amigos e familiares. Em seguida, o marido marca o couro cabeludo da mulher com uma tinta vermelha, o sindoor. "As mulheres mais tradicionais fazem esta marca todos os dias, é uma maneira de mostrar que são comprometidas".
O casamento hindu consiste numa série de rituais altamente simbólicos e profundos. Um desses grupos visa consagrar a união entre os noivos. Fazem parte deste grupo unir as mãos, colocar a grinalda de flores no amado, tocar o coração, entre outros.
Outros rituais têm como objectivo invocar felicidade, paz, prosperidade e fertilidade para o matrimónio. Finalmente, como o casamento é um dos mais importantes rituais de passagem da nossa vida, fazem-se alguns rituais simbólicos para afastar influências negativas que possam assombrar a felicidade e a paz do casal. À noiva é reservado um tratamento muito especial, já que ela ocupa o lugar central na estrutura familiar.
O vivaha não é um contrato, mas a sacralização de uma união baseada no amor, no carinho, na confiança e no respeito.
O casamento não é visto como a simples união de dois elementos. Existe uma força que está presente no casamento, que é o terceiro elemento da união. Essa força chama-se dharma, que significa em sânscrito "aquilo que mantém unido".
O dharma é a força que sustenta a ordem natural das coisas, aquilo ao que nos mantemos essencialmente fiéis.
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| CASAMENTO MUÇULMANO |
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O islamismo é a segunda religião no mundo, em número de fiéis. Dependendo da região ou país, existem diferenças na condução da cerimônia. E é um evento mais simples. O casamento não é um sacramento, mas um contrato legal entre ambas as partes, realizado perante o sheik da mesquita.
Para que a cerimônia seja realizada é necessária a presença de duas testemunhas, pai ou responsável pela noiva, acerto do dote e o consentimento de ambas as partes envolvidas.
Depois o noivo oferece uma aliança, jóia ou algo de valor à noiva, conforme o costume de cada povo. Orações são feitas e frutos secos distribuídos, como sinal de prosperidade e fertilidade. Não existe música, flores, altar ou roupa especial.
Em alguns países, os pais escolhem o casal. Além disso, o homem tem pouco ou nenhum contato com a futura esposa. A recepção geralmente é modesta e bebidas alcoólicas não são bem vindas.
Casamento muçulmano e suas tradições
O Islão é muito mais que uma religião: suplementa os princípios de uma vida social ou política.
O casamento muçulmano pode acontecer de diversas maneiras, dependendo da cultura e da região onde este é celebrado. As mulheres muçulmanas não podem casar fora da sua religião, embora os homens muçulmanos o possam fazer.
Tradições:
Entre muçulmanos, é a família do noivo que procura uma noiva que considere adequada ao noivo. Um casamento muçulmano é uma espécie de contrato entre o homem e a mulher e o seu guardião.
Este contrato implica o pagamento de um valor, valor esse acordado pelas duas partes e pago pelo noivo na altura em que o contrato é feito. Este pagamento pode nem sempre ocorrer, caso as duas partes o decidam eliminar.
A noiva nem sempre está presente quando o contrato é feito, embora o seu pai ou guardião esteja presente. Caso a noiva não esteja presente, duas testemunhas perguntam à noiva se dá ao seu representante poderes para celebrar o contrato e se concorda com a quantia paga.
A oferta do casamento é feita pelo pai da noiva, ou pelo seu guardião. Segue-se uma aceitação feita pelo noivo, na presença de duas testemunhas muçulmanas. A noiva tem direito a receber a quantia referente ao contrato e fazer dela o que bem entender. O valor recebido poderá ser em dinheiro ou em géneros, e deverá ser especificada antes do noivo a dar à noiva.
Cerimónia de noivado - Mangni:
O Mangni ou a cerimónia de noivado implica a troca de anéis. O traje da noiva para esta festa é oferecido pela família do noivo.
O período de noivado dura cerca de três meses, e caso os noivos não se casem ao fim deste período, o contrato de casamento deverá ser renovado. Durante o noivado, a noiva só poderá estar na presença do seu noivo caso o seu pai ou irmão também estejam presentes.
Data:
O calendário muçulmano ocorre segundo o ciclo lunar, por isso não há datas fixas para casamentos. Pode-se também casar a qualquer hora do dia. No entanto é proibido casar nos dias de Eid, que ocorrem depois do Ramadão, e do de Pilgrimage; também não pode acontecer um casamento no dia de Ashura que calha no nono ou décimo dia do primeiro mês do Islão.
Logo que se decida o dia do casamento, fala-se com o Íman da mesquita, devendo de seguida o noivo preparar o presente para a noiva, pois este é uma parte muito importante da cerimónia do casamento.
Celebrar:
Qualquer homem que perceba as tradições do Islão poderá celebrar a cerimónia de casamento muçulmana, embora a mesquita tenha um oficial de serviço que usualmente o faz.
Convidados:
Num casamento muçulmano podem comparecer convidados de todas as religiões. Embora os convidados devam ter em conta que não devem usar trajes decotados, ou reveladores do corpo.
A cerimónia - Manjha:
A cerimónia do casamento implica que a noiva seja previamente envolvida numa massagem feita com uma pasta à base de açafrão. Isto acontece na casa da noiva, um a dois dias antes do casamento.
A pasta é feita à base de açafrão, sândalo e óleo de jasmim, providenciado pela família do noivo. A noiva também é “tatuada” com henna.
Só as mulheres solteiras podem aplicar henna à noiva. As tatuagens henna são aplicadas nas suas mãos e pés. Depois desta cerimónia a noiva não sai de casa até ao dia do casamento.
No dia do seu casamento, é-lhe oferecido o traje de casamento pela família do noivo. Ao noivo também é colocado um símbolo sob a forma de um sinal.
A procissão do noivo:
No dia do casamento, é comum fazer-se uma procissão de amigos e familiares que acompanham o noivo de sua casa até ao local do casamento, embora o noivo possa ir de carro.
A chegada do noivo e dos convidados:
A chegada do noivo ao local da cerimónia, é acompanhada por tambores e pelo som de mais alguns instrumentos musicais tradicionais. Na sua chegada, o noivo e o irmão da noiva trocam um copo de sherbet (uma bebida adocicada) e de dinheiro. As irmãs da noiva dão as boas-vindas aos convidados tocando-lhes com uma espécie de bastão decorado com flores.
A cerimónia do casamento - Nikah:
Se não existir nenhuma área coberta especial, é erguida uma tenda para celebrar o casamento. Em algumas cerimónias muçulmanas, especialmente naquelas mais tradicionais, os homens e as mulheres sentam-se em locais distintos da cerimónia.
Antes de ser lida uma peça seleccionada do Corão, na presença de duas testemunhas muçulmanas, o sacerdote pergunta à noiva se esta está satisfeita com o acordo e se ela concorda em casar com o noivo. Ao noivo é feita a mesma questão.
As duas partes ouvem um sermão relativo ao casamento, feito por um oficial muçulmano. Não existem especificações especiais, a cerimónia do casamento depende muito de quem a celebra.
Alguns sacerdotes recitam o primeiro capítulo do Corão, e fazem a bênção. O casamento é registado. É assinado primeiro pelo noivo e por duas testemunhas. A noiva assina de seguida. Os documentos do casamento são preenchidos na mesquita.
O noivo é levado para o lado das mulheres. Ele oferece dinheiro e presentes às irmãs da noiva. O noivo recebe a bênção das mulheres mais velhas da família e cumprimenta-as.
Pode-se atirar confetis à noiva, só que é mais tradicional atirar moedas, pois este gesto é mais antigo. Segue-se um jantar, que é servido separadamente a mulheres e a homens. A família do noivo festeja à parte.
Depois da primeira refeição, o noivo e a noiva sentam-se juntos e um grande lenço é usado para cobrir as suas cabeças enquanto o sacerdote e os noivos fazem algumas orações. O Corão é mantido entre eles e é-lhes permitido ver-se um ao outro através do reflexo de espelhos. Diversos doces e frutos secos, são servidos aos convidados.
Primeira noite:
O noivo passa a noite na casa da noiva, num quarto separado desta, junto com um irmão mais velho da noiva. Na manhã seguinte é-lhe dado roupas, dinheiro e presentes pelos pais da noiva. Na tarde seguinte, os seus familiares acompanham os noivos à sua casa.
A cerimónia Rukhsat:
Na casa dos noivos, a saída do pai da noiva é feita com o pai da noiva a entregar a mão da sua filha ao noivo e pedindo-lhe para a proteger para sempre. Dão-se as despedidas finais. Outra tradição que pode acontecer, é quando a noiva entra na sua nova casa, a sua sogra segura o Corão sobre a noiva e sobre o noivo.
Quatro dias depois do casamento a noiva é levada para a casa dos seus pais. A recepção do casamento acontece quando o noivo leva a noiva e a sua família de volta para uma recepção dada pela sua família. É aqui que as duas famílias se tornam numa só.
Presentes:
Os presentes são trocados entre a família do noivo e da noiva antes e depois do casamento.
Trajes:
Num casamento muçulmano o vermelho cereja é a cor de eleição para o vestido da noiva. A noiva é adornada com flores e jóias. Cobrir a cabeça com um véu é sinal de respeito. O comprimento do véu pode variar, não cobre só a cabeça mas também os ombros, indo quase até à linha da cintura.
O preparar da noiva pode durar dias, sendo a noiva “embrulhada ”pelo vestido. O vestido usado com o véu é colocado numa ponta na cintura da noiva, e enrolado à volta do corpo caindo a ponta final sobre o ombro. Este vestido é usualmente feito de seda e adornado com um belo padrão.
O centro do véu é usado para cobrir a cabeça e as suas pontas são colocadas por debaixo dos braços e metidas no restante vestido.
O noivo pode usar um fato de seda brocada e um turbante como fato de casamento. A noiva Árabe usa um tradicional vestido branco e véu tal como num casamento cristão, embora os seus pés e mão sejam cobertos com henna.
O noivo usa uma roupa simples tradicional ou um fato ocidental, ou mesmo uma combinação dos dois. |
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| CONHEÇA O MINICASAMENTO |
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Uma cerimônia pessoal e intimista!
Minicasamento é o apelido que vem sendo dado às cerimônias mais intimistas, com número reduzido de convidados. Além de diminuir os gastos com a organização, a escolha desse tipo de cerimônia pode ser um meio de sair da padronização que domina o mercado de casamentos e tornar o grande dia não só inesquecível, como personalizado.
Quem deve ser convidado para um minicasamento?
Também conhecidos como mini weddings, os minicasamentos chegaram com a promessa de tornar as cerimônias mais próximas de seu objetivo real: dividir com pessoas queridas a celebração do amor de um casal e a felicidade de ter encontrado um parceiro para compartilhar a vida.
Por isso, a regra é convidar amigos e parentes mais próximos, pessoas que você sabe que a sua alegria realmente faz diferença.
Existe uma idéia de que os minicasamentos devem possuir o número máximo de 100 convidados. Porém, obviamente essa não é uma regra rígida.
Todos os amigos do noivo e da noiva, mesmo que ultrapassem cem convidados, se a presença for indispensável devem ser convidados.
O local da cerimônia do minicasamento:
Inovar também é personalizar, portanto a escolha do local é um dos itens mais importantes dos minicasamentos.
O local da cerimônia precisa ter um clima aconchegante, permitir que as pessoas conversem e interajam entre si, ou ser um lugar com significado especial para os noivos.
Claro que casar-se na igreja não está descartado, mas a escolha de capelas menores dará mais charme a um evento com número restrito de pessoas.
Considere casar-se em casa, em uma chácara, em um hotel fazenda, em um restaurante, na praia, no clube, num espaço para eventos.
Vale tudo, mas é preciso ficar atento ao clima e ao deslocamento dos convidados no grande dia para evitar transtornos por causa do tempo ou o não comparecimento dos convidados especiais.
Atenção aos detalhes do casamento intimista!
Os detalhes são responsáveis pela impressão da personalidade dos noivos na cerimônia. Como o número de convidados é reduzido você pode caprichar nos convites, tornando-os o mais íntimos que puderem ser.
Para quem tem habilidade e boa caligrafia, os convites podem ser escritos e decorados a mão. Mas, se esse não é o seu caso, ainda que sejam feitos por uma gráfica, procure dar seu toque pessoal ao texto.
Decorando um minicasamento:
A decoração depende muito do local escolhido para o casamento, mas as flores sempre dão um toque de festividade ao ambiente.
Para as mesas, prefira arranjos florais mais baixos, que além de serem delicados, abrem espaço para conversa entre os convidados.
Contrate um Buffet para a festa de seu minicasamento!
O número reduzido de convidados permite que você capriche no bufê. Aqui não vale economizar muito, o ideal é investir em qualidade, já que a intenção é envolver a festa numa atmosfera familiar na qual as pessoas possam conversar em meio à fartura e o bom gosto.
Além disso, os garçons são indispensáveis para assegurar que todos estejam sendo bem servidos.
Quanto ao bolo, os tradicionais de casamento são lindos, mas nem sempre são tão gostosos. Em minicasamentos, uma alternativa é oferecer gostosos cup-cakes, ou bolos menores e saborosos. Que tal adicionar mais camadas ao bolo favorito da noiva e decorá-lo com os tradicionais bonequinhos casadoiros?
O mini casamento é seu, crie sua própria trilha sonora.
Escolher a trilha sonora é um ótimo meio de deixar a festa "a cara" dos noivos. O casal pode montar sua "playlist" - uma lista com suas músicas preferidas - e deixar que o operador de som apenas garanta que a música não pare.
Outra opção é contratar uma banda diminuta, com poucos integrantes que, ao contrário das bandas que animam as grandes festas com performances e sucessos em geral similares, deixe o ambiente mais propício às conversas e interações entre os convidados.
Guarde as boas memórias de seu minicasamento!
Fotografia e filmagem são outros itens com os quais não se deve economizar. Pesquise profissionais competentes para realizar a cobertura do seu evento, afinal todas as pessoas queridas vão estar presentes.
Os profissionais gabaritados podem ser instruídos a tirarem fotos mais descontraídas e criativas e depois, poderão fazer divertidas montagens para o álbum, mas exija qualidade.
No seu minicasamento, não confunda minimalismo com descuido!
A dica é não confundir minimalismo com descuido. É preciso ter em mente que a cerimônia de um minicasamento, embora tenha uma proposta informal ainda é um casamento e, portanto, um dia que irá entrar para história do casal.
Mesclar os tradicionais rituais dos casamentos - carregar o buquê, brindar com pais e padrinhos - às preferências pessoais é o que vai diferenciar o seu grande dia dos demais. |
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